segunda-feira, 14 de março de 2016

O cristão e a corrupção


         Ainda que a corrupção enquanto desvio moral não esteja relacionada à religião ou credo, o presente ensaio visa mostrar que tal prática não se coaduna com os princípios adotados pelos cristãos e com os ensinamentos contidos no Código Sacro.

         Vale também dizer que a corrupção enquanto câncer social é um complexo fenômeno social, político e econômico que afeta todos os países do mundo. Pode atingir pessoas que se declaram cristãs, como as não cristãs, sendo certo que todas devem estar sujeitas à correção prevista o Ordenamento Jurídico.
         A palavra Cristão significa pequenos Cristos, ou seja, pessoas que imitam os passos do mestre dos mestres: Jesus Cristo. Ainda que na história Jesus fosse acusado de sentar-se à mesa com bandidos, prostitutas, líderes corruptos, nunca houve sequer uma acusação ligando Jesus a qualquer dessas práticas.
         Por assim ser, o cristão deve lembrar-se dos mandamentos de Jesus, sendo que apenas um seria o suficiente para que se afastasse a corrupção: “ame o seu próximo como a ti mesmo”. Se considerar que a corrupção sempre causa prejuízo a outrem, em detrimento da vantagem ilícita recebida pelo corrupto, o prejudicado é o próximo que foi desconsiderado como tal, que não foi amado, que foi lesado direta ou indiretamente.
         Quando o servidor público ganha vantagens indevidas, diretamente está lesando os cofres públicos e indiretamente a todos aqueles que deixam de usufruir dos serviços públicos, como hospitais que faltam materiais, escolas que faltam mobiliários, merendas, professores qualificados e bem remunerados, ausência de segurança pública aparelhada, entre outros.
         O cristão não pode se conformar com a corrupção das grandes instituições públicas e privadas, do alto escalão dos Poderes Constituídos e ignorar que atos pequenos também são ilegais, como é o caso de furto de energia, de água, uso de televisão e internet através de grupos ou empresas paralelas. Isso também soma aos atos não condizentes com os princípios neotestamentários.
         Estamos na época de declaração do Imposto de Renda. Quantas pessoas arrumam o malfadado “jeitinho brasileiro” para sonegar imposto? Estas mesmas pessoas se justificam que o governo rouba e portanto merece ser roubado! “Dai a Cesar o que é de César; dai ao Leão o que lhe pertence!.
         No domingo houve a maior manifestação que esse país já viu. Adianta cristão ir às ruas protestar? Como parte da democracia, vale a pena sim. Entretanto, como conhecedor da Palavra de Deus, não pode deixar de cumprir a ordem bíblica e orar pelas autoridades. Diria até um pouco mais: orar e agir! Caso fique comprovado que exercentes de cargos eletivos praticaram corrupção, a ação tem de ser nas urnas e não reeleger políticos e não compactuar com filosofia viciada, mesquinha e equivocada de partidos ou grupo de pessoas.
         Vale seguir a orientação do Código Maior:
       “Não pervertam a justiça nem mostrem parcialidade. Não aceitem suborno, pois o suborno cega até os sábios e prejudica a causa dos justos”.

         Que Deus nos abençoe!

Carlos Alberto Betinho

        


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Consumindo Deus através do marketing


         Falar em marketing no meio evangélico soa mal, pois parece que se está juntando o santo ao profano.
         Talvez essa concepção venha da ideia de que marketing é uma estratégia para que produtos e serviços sejam consumidos, pela indução através de informações ao consumidor, visando tão somente ao lucro.
         Ainda que se tenha essa ideia de “induzir” alguém, não seria exatamente essa a intenção do “pregar o evangelho por todo mundo?”, afinal, parte-se de uma declaração, seguida de demonstração e culmina com a seguinte pergunta: você aceita?
         Mas se o marketing nas igrejas não é algo profano, qual o objetivo dele? Para responder a questão, temos que entender que o marketing não é somente “propaganda”, mas uma técnica, onde a propaganda é uma das ferramentas.
         O mix de marketing é composto pelos 4P´s: produto, preço, praça e promoção. Será que podemos encaixar cada um desses P`s nas ações das igrejas? Tentemos.
         Qual o produto que a igreja “comercializa”?
         Aqui a palavra produto é usada de forma genérica e pode também se estender a serviço (envolve também marcas, embalagens, serviços aos clientes, etc)  de forma que a pergunta fica melhor se agregada esta ideia. Logo, para que o mix de marketing possa ser usado pela igreja, devo entender que ela oferece “serviço” a sua comunidade interna e externa.
O produto deve ser desejado pelo cliente, estar dentro das suas expectativas e satisfazer suas necessidades.
         Não seriam a comunhão, o louvor e a adoração conjunta o relacionamento com as pessoas de fora, o produto (serviço) com que a igreja trabalha? Deus não é mercadoria, mas se as pessoas cada vez mais têm sede de Deus, elas precisam experimentar a sua fonte e comer do seu pão. As pessoas precisam consumir Deus e experimentar o produto acima de qualquer outro: a salvação.
         Qual o preço que se paga por consumir Deus?
         Nada é de graça. O preço foi pago na cruz, de forma que tudo foi consumado, não havendo dívida, pois a mesma foi riscada com o sangue na cruz do calvário (Col 2.14). Todavia, os seguidores de Jesus possuem o preço da renúncia, o preço da exclusividade, o preço da santificação. Quem quer consumir Deus precisa estar disposto a pagar um preço, não o preço. 
Em que praça se anuncia que Deus é consumível?

         A resposta se encontra em Atos 1:8, quando a ordem de Jesus foi clara: primeiro começar na praça da Judeia, em seguida na praça de Samaria e por fim, até os confins da terra. A praça é grande e poucos os anunciadores. 

 

Como promover o consumo de Deus?

 

         Promover nada mais é que fazer o produto conhecido. Como será conhecido se não for anunciado, promovido? Como aceitarão se não há quem pregue e como pregarão se não forem enviados? Como consumirão se não tem quem promova a missão?

 

         As perguntas acima deixam claro que a igreja não pode ficar dentro das quatro paredes se quiser ampliar sua praça. Ela precisa cair na graça do povo e isso deve ser feito com estratégia inteligente da promoção a todos, em todo lugar, em todo tempo.

 

         Hoje cada cristão é responsável pelo marketing de sua fé, sendo este o testemunho de que está tão satisfeito com o produto adquirido  que precisa de forma altruísta compartilhá-lo com seus semelhantes, a fim de que todos possam gozar da mesma satisfação, aliás, a satisfação para quem consome Deus é garantida (aqui não se fala em dinheiro de volta).

 

         Por fim, a igreja precisa se especializar no marketing cristão, pois o mercado é competitivo, considerando as denominações satânicas, os falsos profetas, as ofertas deste mundo e as hostes satânicas que operam em regiões celestiais.

 

         Se o coração do marketing da empresa nada mais é do que sua estratégia e seu plano de ação para atingir resultados, o marketing cristão está ligado ao coração de Deus, o qual deseja que todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao pleno conhecimento da verdade: só Jesus Cristo Salva.

 


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Consciência negra


Um Joaquim incomoda muita gente
O Joaquim Barbosa incomoda muito mais!
Um Joaquim liberta muita gente
O Joaquim Nabuco libertou muito mais
E se é o José quem patrocina
O José do Patrocínio patrocina muito mais
Um João faz sala
O João Cândido é o mestre sala dos mares
Pepe fez muitos gols
Porém Pelé fez mais gols com arte e magia
O Antônio pode ser um artista
Mas não se compara com Antônio Francisco Lisboa
O Aleijadinho
E se Antônio Pecci fez uma bela Aquarela
Milton Nascimento fez aquarela com Coração de Estudante!
No dia da consciência
Que se tenha mais do que consciência
Que se tenha esperança!

(Caó)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Masterchef - A cozinha ensina para a vida



            Talvez meu caro leitor não assista ao programa Masterchef Brasil. Assim sendo, evidenciarei bem os casos que quero comentar.
            No último episódio, dois competidores foram para a eliminação: Lucas e Fernando. Os dois cometeram erros gravíssimos que podem servir de alerta para nossas vidas, mesmo fora da cozinha.
            O participante Lucas errou duas vezes. Na primeira, quando a prova era fazer um simples bife à milanesa, ele inventou fazer uma maionese, perdendo totalmente o foco, prejudicando o prato principal.
            Muitas vezes pagamos o preço por perder o foco e investir nossas energias em coisas que não nos darão retorno. Ao contrário, essas coisas só vão tomar nosso tempo, sugar nossas energias e nos deixar vulneráveis quanto ao resultado final.
            No mesmo episódio, Lucas teria que fazer uma linguiça com os ingredientes propostos e ainda providenciar acompanhamento. A linguiça ficou crua e o molho à campanha escolhido não foi uma boa opção, pois o caldo deste escorreu para o prato principal. Um dos jurados observou que o molho nunca é servido com o prato principal, mas à parte para não ocorrer que o caldo deixe o prato molhado.
            Na vida também fazemos escolhas erradas e não observamos as regras universais mais simples e do conhecimento de todos. Quando isso acontece, outras áreas são envolvidas e prejudicadas, deixando a vida crua e sem sabor.
            Fernando é conhecido por sua teimosia. Isso lhe custou perda de pontos ao fazer um bife fora dos padrões. O mesmo ocorreu quando fez a linguiça e o acompanhamento. Os chefes o alertaram que o pretendido prato de família além de complexo, demandaria tempo. Todavia, desconsiderando os avisos e querendo algo inovador e desafiante, não conseguiu finalizar com eficiência, amargando duras críticas dos jurados. Aliás, foi-lhe dito que seria um desastre na cozinha, pois não costuma ouvir os conselhos, sendo que cozinhar em um restaurante é ato conjunto, exigindo a cooperação de cada integrante.
            Quantos de nós agimos da mesma maneira que o Fernando quando não ouvimos os conselhos e ainda desconsideramos as consequências de um empreendimento que tem tudo para o insucesso?  A vida é simples e às vezes a complicamos, ignorando que nem sempre o que deu certo para uma pessoa ou num determinado momento será coroado de êxito por outra pessoa, em outro momento.
            A vida sempre dá oportunidades de recomeçar. Fernando errou muitas vezes e por pouco não viu seu sonho terminar. Lucas foi eliminado. Todavia, ele sempre foi alertado a seguir a receita e inovar na hora certa e não em horas especiais em que o erro seria fatal.
            Também temos várias oportunidades na vida, pois sempre nos é dado um aviso quando o limite está perto. Se quisermos seguir no jogo da vida, precisamos ser cautelosos e aprender com os erros e não mais cometê-los, pois ir para final pode até fazer parte do jogo, mas ser eliminado é ter que entregar o avental e saber que é o fim da linha, o término de um sonho, a impossibilidade de conseguir o almejado prêmio.
            Vivamos com o tempero simples da vida para nunca perdemos o sabor e o aroma que ela nos proporciona e sermos sempre campeões.


             Carlos Alberto Betinho

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Justiça social – e eu com isso?


        
Se há algo que está em moda hoje em dia é falar mal dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Na verdade não é “estar na moda”, mas a injustiça reinante faz com que nossa indignação se transforme em protestos e inconformismo.
A corrupção está generalizada e toma conta dos poderes constituídos e dos cidadãos sem preceitos éticos e morais, a tal ponto que subverteram o Direito.
Hoje temos autoridades que desviaram milhões de reais ainda exercendo o poder; pessoas do alto escalão condenadas, mas soltas por terem bons advogados e que manuseiam bem os chamados remédios jurídicos. Todavia, encontram-se encarcerado o pobre que furtou um pacote de biscoito no mercado para saciar sua fome.
Quando falo do furto famélico não exalto a ilicitude do furto, mas vejo que a balança está grandemente desequilibrada, usando dois pesos e duas medidas. Há muitos presos com direito à liberdade, pois já cumpriram suas penas, mas não há quem interceda por eles.
Essa história não é nova e quando lemos o livro do profeta Amós vemos que sua missão foi denunciar a injustiça social que imperava no seu tempo, diante da deterioração da moralidade e da justiça social.
O livro mostra que os juízes tendiam suas decisões a favor dos ricos, evidencia o tráfico de pessoas, salienta a questão do suborno, da expropriação de terras, da opressão aos pobres, da exploração do semelhante para conseguir riquezas, do sentimento de vingança, da crueldade, da falsa amizade, religiosos fazendo o jogo do poder por medo de colocar seus sustentos em riscos. Se alguém pegar este parágrafo isolado vai pensar que falamos dos dias atuais, mas é uma verdade que data de 765 a 750 a.C.
Mas a pergunta que não quer calar: o que tenho a ver com isso? O que a igreja tem com a injustiça social, se não é cometida por ela?
Para não ficar algo pessoal, vou repetir as frases retiradas da revista Palavra e Vida, Lição 4, cujo tema é Justiça Social: acomodação ou denúncia?
“Denunciar a injustiça deve ser uma atitude de coerência com a fé cristã”.
“Denunciar é muito mais do que murmurar, é ser partícipe da solução”.
“...todos precisam ser iguais no respeito, dignidade, convivência e direitos”.
“Explorar as pessoas e usá-las para conseguir riquezas sempre será uma injustiça”.
“Deus detesta quando alguém diz que é amigo e age como inimigo”.
“Sentimento de vingança perpétua é impor injustiça”.
“A ética não se mede pelo valor, pelo montante. A corrupção está numa simples moeda”.
“Tribunais que favorecem os ricos e poderosos serão alvos da manifestação da ira de Deus”.
Muitas outras frases e versículos poderiam ser mencionados, mas deixo o versículo 12 de Amós 4 que diz “... prepara-te, ó Israel para te encontrares com o teu Deus”.
Por fim, o texto da lição é claro ao afirmar que a verdadeira religião preza por justiça social e que, como luz e sal da terra, não podemos nos omitir, nos calar e nos esconder debaixo da cama.
Para pensar e agir: Eu e você somos defensores da justiça ou instrumentos da injustiça?
As nações não ficaram impunes e os injustos deste século também não ficarão.

Amém!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ser uma pessoa melhor


             Ser uma pessoa melhor – esta é a meta!
            Em todas as manhãs quando acordo, peço a             Deus para ser uma pessoa melhor do que fui no dia anterior. Mas todas as vezes que deito para dormir, vejo como eu poderia fazer diferente e ser, pelo menos, a pessoa que Deus deseja que eu seja.
          Peço a Deus que me livre dos maus pensamentos, das ações impensadas e do conformismo com a sociedade de consumo, da indiferença e da hipocrisia.
             Rogo para que não seja indiferente às necessidades do meu semelhante e que possa fazer tudo que estiver ao meu alcance para valorizar e resgatar o próximo que está tão próximo. Sei que não vou salvar o mundo, mas se posso salvar o mundo de uma pessoa, todo esforço será pouco para conseguir o intento.
          Clamo para que não seja infiel aos princípios sedimentados ao longo do tempo, mas confesso que os tenho revisitado a cada manhã para que não seja somente um dogma, mas uma realidade vivida, experimentada e internalizada.
           Por fim, oro para que tenha a oportunidade de passar pelo mundo e deixar uma marca para que alguém olhe e se sinta motivada a ser também diferente, buscando o seu melhor e certamente sendo melhor do que o meu melhor que consegui deixar como prova de que é possível sempre melhorar a cada instante!
           Vou ser melhor hoje do que fui ontem. Será que consigo? E você? 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

COISAS DO CADU!

Guardem o nome desse projeto: COISAS DO CADU! Você ainda ouvirá falar dele!
Veja mais em https://www.catarse.me/pt/coisasdocaduolivro